domingo, 17 de maio de 2009

Caso da agulha... a mamis que pediu...

Foto do estação Sé um dia desses...


Bom... minha mãe pediu para eu contar o caso da agulha... então aqui vai...

Indo para o trabalho, Metro lotado, como sempre. Minha aventura diária começa na estação Tatuapé. Chego cedo com a esperança de pegar o trem vazio que sai de lá (deprimente, sim...), mas esse dia não deu! Sendo assim entrei em um qualquer e mais uma vez fiquei bem na porta, na mira do pessoal que embarca na Brás – sem espaço é onde tenho que ficar.

Mas assim que saímos do Brás, senti que tinha alguma coisa pinicando minhas costas, inclusive repuxando a minha blusa. Tentava mudar de posição e a coisa só piorava, estava machucando! Com muito esforço alcancei, com a minha mão, o local que estava sendo “cutucado”.

Fui tateando até encontrar o problema... uma agulha de costura, sim... uma agulha de costura que, acredito, estava presa na bolsa da mulher que estava atrás de mim!

Bom, consegui tirar a agulha de lá e fiquei pensando o que fazer: pegar a agulha e jogar fora; enfiar a agulha no olho da dona; começar a gritar que aquilo era uma tentativa e homicídio (sim... ela poderia me matar, não?! =/). Resolvi devolver a agulha de uma forma bem delicada, o diálogo eu coloco abaixo, na íntegra. (os itálicos são os meus pensamentos!!!)

- Oi, acho que essa agulha é sua, não?
- Nossa! Como assim?
- Essa agulha estava presa a sua bolsa e me machucando. (Nossa... sínica... filha da p*ta!)
- Olha, desculpa, deve ter caído de dentro da minha bolsa.
- (Por que uma pessoa iria carregar uma agulha solta na bolsa? E ainda acham que eu sou tonta! É revoltante esse povo!) Bom, ela estava cutucando as minhas costas, quase rasgou a minha blusa e estava na sua bolsa, pois foi de lá que eu a tirei. Cuidado, da próxima vez, você pode pegar alguém menos educada do que eu e que te faça engolir essa agulha. E espero que você encontre!

Fiquei soltando fumaça... foi um período que eu estava bem revoltada com o transposte público e com o transito na cidade, até agora eu não sei o que é pior.

Assim que ela pegou a agulha da minha chegou a estação Sé e ela desceu... Minhas costas ficaram arranhas e fez um furinho na minha blusa. Se foi maldade ou realmente era uma agulha randômica perdida na bolsa dela, sei lá... mas me irritou, muito e me deixou pensativa, tentando compreender o que passa na cabeça das pessoas para fazerem coisas do tipo... alguém pode me ajudar?

Beijos



Um comentário:

Fernanda Prevedello disse...

Já vi que esse blog vai bombar com esses "causos". Se precisar de colaboração, também tenho boas histórias... beijos!